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A Eros de Édipo (sinopse)

Tamy GhannamTamy Ghannam

“Do mesmo autor de O Diário de um Psicanalisando: Aforismos de Transtornos e Percepções de Amor (2015), surge, com uma tendência muito menos autobiográfica e confessional, A Eros de Édipo: Múltiplos Orgasmos Sobre o Divã Psicanalítico, um novo tratado de fragmentos textuais efêmeros, que ousa abrir caminhos para legitimar uma literatura de psicanalisando, o que parece ser inusual na literatura psicanalítica. A obra compõe-se de traços que lhe dão uma identidade dual e confusa, pois ela narra o deslocamento do sujeito do setting terapêutico e multidisciplinar, onde foi tratado e analisado durante dez anos por meio do EMDR e da Vegetoterapia Reichiana, para a clínica lacaniana. De fato, trata-se de uma conjunção de apontamentos nascentes entre o “fim de uma análise”, entendendo que Lacan defenda a diferença entre as práticas psicoterápicas e o ato analítico, para o começo de outra análise.

eros de edipo
O que ganha relevo no gozo desses aforismos é a tentativa racional do psicanalisando de regredir ao corpo feminino como objeto-alvo das pulsões epistemofílicas primárias, que, segundo o autor, em seus estados originários, não sabem o que é a Moral. Seu projeto de analisando se resume em reintegrar a eroticidade do desejo de saber de um estágio pré-edípico, antes de o corpo materno introduzir o Nome-do-Pai, reprimida em núcleos secretos como vias de tratamento da desinibição intelectual. Com qual intensidade e por quais circuitos a potência epistemofílica, recriminada em suas espontaneidades originárias, retorna a pulsar consciente e desejante no mundo das imperfeições quando o inconsciente trabalha subversivamente com a finalidade de reintegrar o estado fundador dos primários disparos epistemofílicos e quando erostismo e desejo de saber estavam inicialmente fundidos?

Eis uma pergunta que o autor nem consegue responder em um ponto bem localizado, mas que a compreensão de cada leitor do corpo metalingüístico da obra avidamente conseguirá. Ao assistir em um ano e meio, sob a análise lacaniana, suas fantasias de morte persecutórias sendo projetadas sobre a tela de espessura limitada da consciência, o psicanalisando se surpreende com a residência de phanerons (Luz, visibilidade ou manifesto para Charles S. Pierce) no inconsciente e indaga uma aparente característica peculiar da clínica lacaniana: a clínica lacaniana é clínica do fantasma e da demanda de morte? Infantilmente, o psicanalisando deseja que o psicanalista afugente os fantasmas persecutórios, sempre enxugando as lágrimas do pavor provocadas por eles, como uma criança que pede a um adulto para acender a luz de um quarto ou de um sótão escuro para nele entrar.”

Sinopse disponível na contracapa do livro A Eros de Édipo, de Lucas Moreira, publicado pela Editora Mondrongo.

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Tamy Ghannam (contato@literatamy.com)

Esse texto é um publieditorial, cujo conteúdo reproduz integralmente a opinião do
LiteraTamy.

20 anos, São Paulo, Letras. Apaixonada por literatura, compartilhando experiências literárias através da internet.

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